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Pesquisa inédita do IBEF-RS demonstra o grau de otimismo dos executivos de finanças gaúchos com seus negócios

 Primeira edição do iCFin, realizado em parceria com a Escola de Gestão e Negócios (EGN), capta expectativa dos executivos financeiros sobre perspectivas do ambiente de negócios no RS


Os executivos de finanças gaúchos estão otimistas com as perspectivas de desempenho de seus negócios em 2024, porém, pessimistas no que se refere aos cenários econômico e político do ano. É o que sinaliza a inédita pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças Rio Grande do Sul (IBEF-RS) e pela Unisinos/Escola de Gestão e Negócios (EGN), o iCFin ou Índice de Confiança de Executivos de Finanças.

 

A publicação traz um índice que capta a expectativa dos executivos financeiros sobre perspectivas futuras do ambiente de negócios no Rio Grande do Sul. Baseado em pesquisas sobre índices similares investigados em outras regiões do Brasil e em outros países, o iCFin tem como responsáveis técnicos o professor de Estratégia e Governança dos PPGs de Ciências Contábeis e de Engenharia de Produção da Unisinos, Dr. Carlos A. Diehl, e Dr. João Zani, professor de Finanças e Governança PPG de Ciências Contábeis EGN da universidade.

Conforme os números, a confiança dos executivos financeiros totalizou 0,09, valor quase neutro pelos indicadores utilizados, demonstrando certa indiferença em relação ao futuro. Os entrevistados registraram como a maior preocupação o ambiente político, que teve uma confiança negativa de -2,16 para o máximo de -5,0. Em relação à perspectiva da economia, o resultado também foi levemente negativo: -0,46. A confiança maior dos executivos de finanças gaúchos está na própria empresa em que atuam, com expectativa favorável de 1,68 e no setor da própria empresa, com 1, 29.

“O objetivo do IBEF-RS é que o ICFin se torne uma informação útil para seus associados e comunidade empresarial para as tomadas de decisões em prol dos negócios”, explica Tulia Brugali, vice-presidente do IBEF-RS. “Os índices de confiança podem ser utilizados para entender quais são as expectativas dos agentes em relação à atividade econômica, mostrando-se como um importante indicador macroeconômico. Ele acaba antecipando informações, devido a sua maior agilidade de medição em relação a outros indicadores econômicos”, aponta.

Tulia destaca a riqueza de dados que a pesquisa contém, podendo influenciar nos planos de negócios dos líderes empresariais. “O executivo menos confiante estará menos apto para investir em expansão e novos negócios, o que poderá ensejar em reduções de estoques, cortes em despesas gerais e atrasos de investimento em novos projetos e instalações. Sendo assim, os bancos poderão sentir uma diminuição na atividade de empréstimos e aplicações”, diz. Por outro lado, sinaliza a vice-presidente do IBEF-RS, um executivo mais confiante provoca um efeito contrário, podendo resultar em aumento de produção, contratações ou novos investimentos, impactando em aumento na demanda por crédito.

“Índices de confiança são usados para avaliar o sentimento dos profissionais em relação às tomadas de decisão e são bons preditores de investimentos e oportunidades futuras”, comenta Dr. Diehl. “Esta é a primeira versão do índice de confiança dos executivos de finanças do IBEF-RS. A intenção do IBEF-RS é, a partir de agora, disponibilizar duas versões por ano da pesquisa, uma a cada final de semestre”, esclarece Dr. Zani.

Certamente, um dos fatores que contribuem para a insegurança dos executivos financeiros do Rio Grande do Sul no cenário político e econômico é a atual discussão sobre a Reforma Tributária. O Senado aprovou neste mês a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 45/2019, que institui o novo sistema de tributação do consumo no País. O texto passará pela análise da Câmara e a expectativa é de que a emenda constitucional seja promulgada no fim deste ano. Segundo Odivan Cargnin, presidente do IBEF-RS, a próxima edição da pesquisa deve captar melhor a avaliação dos executivos sobre o texto aprovado. Da mesma forma, a pesquisa também deve refletir com maior profundidade os impactos da guerra entre Hamas a Israel, deflagrada em outubro.

 

O ICFin tem como objetivo mostrar a confiança dos executivos de finanças gaúchos quanto ao desempenho do País e dos negócios nos próximos 12 meses. A escala vai de -5 a 5 pontos, sendo +5 a máxima confiança e -5 total falta de confiança. O estudo mostra ainda a percepção dos executivos de finanças com relação a itens com PIB, inflação, Juros e Câmbio e Perspectivas de Investimentos e Fontes de Financiamento.

 

“É com satisfação que lançamos a primeira edição desta pesquisa pioneira, que é de suma importância para o mercado de finanças e de negócios do Rio Grande do Sul. Seu conteúdo traz um panorama inédito e rico do sentimento dos executivos de finanças sobre as condições da economia”, considera Cargnin. “A parceria com a Unisinos nos dá um importante lastro para a fidedignidade dos dados coletados, e seus resultados passarão a servir de base para tomada de decisões empresariais e podem, inclusive, serem utilizadas para definição de políticas públicas”, completa.

 

Confira os principais resultados da 1ª edição do ICFin:


Índice de Confiança dos Executivos

O iCFin ficou em 0,09. Isso denota que a confiança dos executivos financeiros foi quase neutro. Para 2024, é muito baixa a confiança. O índice indicaria total indiferença em relação ao futuro.

Nesta escala, +5 significaria máxima confiança, e se -5, total falta de confiança. O índice obtido indica que os executivos muito inseguros em relação a 2024. Registraram como a maior preocupação o ambiente político que teve uma confiança negativa de -2,16 para o máximo de -5,0.

Em relação à perspectiva da economia, o resultado também foi levemente negativo, com -0,46. A confiança maior está na própria empresa que atuam, com expectativa favorável de 1,68, e no setor da própria empresa com 1, 29.

A expectativa levemente positiva do iCFin está alinhada com o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI/CNI), que ficou estável em novembro situando-se em 50,4, levemente acima de 50 pontos que representa o nível de indiferença entre confiança e não confiança.

Da mesma forma, de acordo com dados da FGV, os indicadores de tendência dos negócios seis meses à frente e de Emprego Futuro mostram certa resiliência, enquanto o de Demanda Futura exerceu a maior contribuição para a queda do Índice de expectativas empresariais no mês, evidenciando dificuldades no próximo ano.

PIB, inflação, juros e câmbio

Os executivos financeiros do RS se mostram mais pessimistas do que os respondentes da pesquisa do relatório Focus do Banco Central (Bacen). Para a inflação os executivos projetam uma média de 5,19% comparativamente a 3,92% do relatório Focus. Mesmo a taxa SELIC 10,60% para 9,25% do mercado. O PIB e câmbio estão mais alinhados com expectativa de 1,48% e R$ 5,30 por dólar.

Principais Preocupações

A maior preocupação parece ser originada no impacto dos conflitos políticos econômicos internacionais sobre a demanda do mercado externo. Numa escala de 1 (pouco) a 5 (muito) a média dos respondentes situou-se em 3,7 equivalente a uma preocupação de 75%.

Na sequência, as preocupações se originam dos custos dos insumos e mão de obra, que também recebem um nível de preocupação superior a 3, situando-se num grau de 65% em relação ao máximo de preocupação. Os itens tradicionais de preocupação, como estrutura tributária e acesso a recursos financeiros, recebem uma avaliação semelhante aos itens anteriores.

Interessante notar que, mesmo sendo um ano de eleições, o ambiente político é o item de menor preocupação dos executivos, com nota de 2,5 equivalente a 50% do máximo. A resposta dos executivos tem certa divergência com relação ao resultado negativo indicado no Índice de Confiança, quando se mostraram bem mais pessimistas em relação ao ambiente político.

Da mesma forma surpreendem a baixa preocupação com a demanda do mercado interno e a competitividade em relação à concorrência, dadas a expectativa de um crescimento menor do PIB e as recentes notícias de desaceleração do crescimento na indústria, indicadores no relatório do próprio Bacen.

Perspectivas de Investimentos e fontes de financiamento.

Os executivos sinalizam uma preocupação em direcionar os investimentos no campo da inovação. A maior probabilidade de investimentos na área digital é em Pesquisa & Desenvolvimento, que tem se caracterizado como a área mais promissora para garantir a competitividade das empresas.  As principais preocupações para guiar os investimentos continuam sendo as tradicionais preocupações indicadas acima, como a inflação, o câmbio e a demanda do mercado externo.

Em relação à origem dos recursos para financiar os investimentos, fica claro que os executivos não apostam no mercado de capitais, pois é insignificante a intenção de buscar recursos nessas fontes de capital. Percebe-se claramente a opção pelas fontes tradicionais de crédito bancário, reservas de caixa e retenção de lucros como as principais origens de recursos para novos investimentos.

 

Sobre o IBEF-RS

 

O Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças é uma instituição nacional criada em 1971, sem fins lucrativos, que reúne os principais executivos de finanças do País. No Rio Grande do Sul foi criado em 1988, tendo como objetivo principal fomentar informações sobre mercado, carreira, tendências, tecnologias e perspectivas, por meio de fóruns, eventos, webinars e premiações. Conta, ainda, com o IBEF-RS Mulher, além de três comitês: Mercado de Capitais, Tributário e Controladoria, Tesouraria e Risco.

 

Informações para a imprensa

Martha Becker Connections: Jornalistas: 

 

Daniel Rodrigues daniel@marthabecker.com.br - 51 999790261

Martha Becker martha@marthabecker.com.br - 51 99974-7197

 

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