Pré-candidato à presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado fala sobre projetos para segurança do país em evento da CIC Caxias

Caiado visitou as empresas Randon e Marcopolo, além de palestrar na CIC Caxias na manhã desta sexta-feira (29)

Ariéli Ziegler / Agencia RBS

O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) esteve em Caxias do Sul nesta sexta-feira (29). Com agendas na Randon e Marcopolo, ele também foi o palestrante da reunião-almoço da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul (CIC Caxias) com o tema “Segurança: devolver o Brasil aos brasileiros de bem”.

Durante a palestra, comentou sobre os investimentos feitos na produção de soja em Goiás, a exploração das terras raras e avanços tecnológicos. Ele também aproveitou para citar os baixos índices de criminalidade no estado que governou. Também falou em redução das taxas de juros e a facilitar a abertura de empresas no país. 

— Goiás é o estado mais seguro do Brasil, tem o seguro de carro mais barato. Temos hoje um centro de excelência em inteligência artificial e nós temos investido um esforço pesado para que realmente possamos inovar cada vez mais. A inteligência artificial de combate ao crime é a mais sofisticada que existe, tudo já visto na capacidade de antecipar o crime e de poder criar um clima de segurança para as pessoas — comentou. 

Caiado também abordou a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificar as facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas: 

— O que nós estamos assistindo hoje, em que o governo vive com essa tese de que o que “o que aconteceu ontem vai colocar em risco a soberania brasileira”, essa conversa é de quem realmente nunca tratou, nunca teve coragem de ter um debate sobre o tema. Nós sabemos que esta situação já deveria ter sido resolvida mais cedo pelo próprio governo e não criar uma situação extremamente desconfortável — comentou. 

Caiado também desdenhou do termo “soberania” utilizado pelo governo do Brasil para repudiar a decisão dos Estados Unidos. Nesse momento, recebeu aplausos do público. 

— Agora, o governo todo vai ser focar em dizer: “olha, é a soberania”. Que soberania tem 50 milhões de brasileiros que vivem sob o comando do estado do crime? Que soberania tem a Amazônia brasileira, que é comandada pelo narcotráfico mexicano, venezuelano e colombiano? 

Ainda, lamentou por ele mesmo não ter conseguido tomar essa iniciativa. 

— Hoje o que nós estamos assistindo chega a ser deprimente, onde o governo americano é obrigado a reconhecer essas instituições criminosas como terroristas. Se eu estivesse no governo, eu já tinha apresentado como terrorista e já tinha ampliado muito mais as penas dela. Teria uma capacidade de buscar uma parceria com outros países para utilizar tecnologia para coibir esse avanço dessa criminalidade — destacou.

Em relação à possível coligação com o pré-candidato pelo Novo Romeu Zema, Caiado disse que o tema ainda está em discussão

— Vocês sabem que o que me move neste momento são duas coisas. Primeira, é nós ganharmos o governo do PT. O segundo, é que realmente a gente possa administrar bem o Brasil para que o PT não volte. Mas estarei com ele (Zema) de novo segunda-feira (1º) em Belo Horizonte para dizer a ele que as nossas discordâncias não podem provocar uma ruptura nas forças da centro-direita no Brasil. A busca, neste primeiro momento, é preservar o nível de diálogo — pontuou. 

Demandas da Serra

Antes da palestra, o presidente da CIC, Ubiratã Rezler, entregou uma carta com demandas da entidade e setor industrial ao pré-candidato. Um dos destaques citados foi a questão de investimentos logísticos. 

— Há anos aguardamos investimentos mais robustos em logística e mobilidade, capazes de acompanhar a força econômica da nossa região. É um dos temas presentes na carta que lhe entreguei e sobre o que esperamos ouvir, certamente, respostas — comentou. 

Quem é Ronaldo Caiado 

Médico formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), produtor rural e com trajetória política iniciada nos anos 1980, Caiado ganhou projeção nacional ao fundar a União Democrática Ruralista (UDR). Em 1989, disputou a Presidência da República. No Congresso Nacional, exerceu cinco mandatos como deputado federal e um como senador por Goiás, cargo para o qual foi eleito em 2014.

Em 2018, foi eleito governador de Goiás pela primeira vez, sendo reeleito em 2022, ambas as vezes em primeiro turno. Descendente de uma tradicional família da política goiana, Ronaldo Caiado é natural de Anápolis (GO), tem 76 anos, é casado com Gracinha Caiado e pai de quatro filhos.


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